Ao hoje, o nosso tudo

Caro leitor, dirijo-me neste momento diretamente a você: quais são os seus planos? Certamente que a maioria das pessoas possuem planos, sonhos ou objetivos em geral para alcançar. Muitos, de fato, os alcançam, mas a grande maioria acaba mudando de rota no meio do caminho. Uns mudam seus planos inesperadamente, pois descobrem que aqueles objetivos do passado foram formados por uma mente ainda imatura. Já outros, morrem. Sim, morrem. Gostaria de enfatizar um pouco sobre essa última afirmação.

Afinal, o que é tudo o que temos?

Eu, assim como todo jovem, possuo meus objetivos. Atualmente meu maior objetivo é concluir minha leitura anual da Bíblia, e mortificar alguns pecados que parecem nunca ir embora. A longo prazo, sonho em me casar assim que me formar na faculdade, ter minha própria casa e entrar para o seminário. Mas será que tudo isso depende de mim? Será que possuo os recursos necessários para conseguir realizar tudo isso? É possível eu ter uma certeza de que tudo isso acontecerá? Certamente você concordará comigo que não.

É comum para todo habitante desta terra possuir objetivos, mas a verdade é que não somos donos nem do nosso próprio respirar. Você acordar vivo hoje foi um grande milagre. Não estou tendencioso a parecer poeta — mas de fato, sim, um grande milagre. Será que você foi tão bom no dia anterior, que Deus o recompensou hoje com mais um dia de vida? Certo que não. Mas o fato de você esta vivo hoje, tem muito a ver com a misericórdia divina. Uma vez que você está de pé hoje, por que perder tempo planejando coisas que talvez jamais nunca venham a acontecer? Afinal, que garantia você possui de que estará vivo amanhã? Sua vida sequer depende de você mesmo. Aliás, você já agradeceu hoje pelo simples fato de ter pulmões funcionando? Você notou a dádiva que recebeu mais uma vez, em ter olhos saudáveis para apreciar a criação de Deus? Uma paisagem, talvez? Ou pessoas que você ama sorrindo? Que grande privilégio você recebeu hoje, em ter em sua cabeça tímpanos capazes de ouvir os sons dos pássaros ou o barulho da chuva.

Essas coisas vem perdendo sua beleza com o tempo, pois estamos ocupados demais valorizando coisas que não importam. Imagine por um momento que te restam poucos minutos de vida. Você usará esse tempo para estar com a sua família, talvez fará coisas que nunca teve coragem de fazer. Coisas que realmente sejam significantes. Você valorizará a vida, pois a estará perdendo. E não é assim que fazemos? Temos um péssimo hábito de valorizar após a perda.

Ao hoje, o nosso tudo

Talvez para você tudo isso soe como uma grande bobagem, mas aconselho que vá a um cemitério hoje, ou a algum hospital de emergência próximo a você. Lá, você aprenderá a não menosprezar a dor alheia. Você notará que um dia, quem sabe, essa dor poderá doer em você também.

24 horas, eis aqui a sua herança e tudo o que você possui — coisa que para alguns, enquanto você lê, não é mais possível. Como você está usando este tempo tão curto concedido a você hoje? Talvez você esteja descansado, afinal, você pode fazer tudo amanhã. Mas aquele velho clichê não deixa de ser verdade: viva cada minuto, como se fosse o último. Um dia ele realmente será.

O único modo válido de se viver

Deus. Essa é a maneira mais inteligente de aproveitar suas poucas horas. Estando em comunhão com o Senhor da sua vida. Buscando a Ele e aprendendo mais Dele. Sendo grato pelo simples fato Dele ter coberto você com Sua misericórdia, permitindo que você viva mais um pouco. Preencha sua mente com a Bíblia, você verá que este livro é de fato seu manual de instruções para viver com sabedoria neste mundo. Ame o seu Criador e o seu Salvador.



06 junho 2020, noite

Tempos de Pandemia

São tempos difíceis no mundo. No momento em que estou escrevendo isso, há 2.244.303 pessoas infectadas com o COVID-19 e 154.219 mortos, de acordo com a Johns Hopkins University. Não podemos sair de casa para evitar a proliferação do vírus, afim de, principalmente, proteger as pessoas que estão no grupo de risco. O país parou, o mundo parou. É irônico pensar como um ínfimo vírus, invisível a olho nu, pôde causar tantos danos ao mundo. Um pequeno vírus literalmente abalou as maiores nações da terra. Líderes mundiais, príncipes e pessoas com alta popularidade não estão isentas desta pandemia.

Agora posso, de fato, notar quão frágil nós somos. Vivemos com uma aparência forte e independente, mas agora posso ver como somos fracos. Países na qual tínhamos como grandes heróis, se mostram agora como grandes covardes — retendo pedidos de cargas internacionais com medicamentos e aparelhos respiratórios para si.

Em contrapartida, é impossível não ver a mão de Deus dizendo-nos 'BASTA'. É uma fase de reflexão global. O Senhor dos exércitos ainda está sentado em Seu trono, reinando entre as nações. Por que, pois, estamos surpresos com isso, uma vez que as Escrituras nos alertam dos tempos do porvir?! Onde está, ó cristão, a sua confiança?! Não se abalem, ó povo de Deus, pois aqueles que confiam no Senhor são como montes de Sião que não se abalam, mas permanecem para sempre (Salmos 125:1).

Digo-vos que depressa lhes fará justiça. Quando porém vier o Filho do homem, porventura achará fé na terra? Lucas 18:8
Eu, particularmente, sentia-me muito sobrecarregado sobre os deveres diários e, honestamente, grandes foram as minhas angústias sobre a vida, queixando-me sobre a falta de tempo para minhas auto-reflexões, e principalmente da minha falta de tempo com Deus, em meu tempo devocional. Ainda que haja pesar, sofrimento, opressão, tristeza: apesar dos pesares, louvo ao Senhor, pois agora posso ler as Escrituras diariamente e também concluir a leitura dos livros que estavam a tanto tempo parados em minha estante.

Além do meu propósito anual de leitura das Escrituras, um livro tem me ajudado de maneira surpreendente. 'A Prática da Piedade', do Lewis Bayly, tem queimado em meu coração a cada capítulo. Eu dou graças a Deus por, em sua infinita misericórdia, ter me dado a oportunidade de iniciar esta nobre leitura. Tenho percebido o quanto fui negligente todos esses anos com as coisas celestes, e como tenho pensado mais nas coisas desse mundo quanto nas do alto. Também tenho aprendido a orar de maneira piedosa e sincera, e a refletir mais sobre minha leitura bíblica.

O mundo jamais voltará a ser como era antes. Clamo ao Senhor para que Ele abençoe a Sua Igreja, e que após esse período ela possa voltar firme e fiel, moldada a imagem de Cristo. Também envio as minhas súplicas para que Ele abençoe a terra e derrame de sua misericórdia entre os povos, curando as pessoas desta pandemia, e abençoando os nossos líderes e governantes em suas tomadas de decisão.




18 abril 2020, manhã. 

Ele sempre esteve lá

O Senhor é bom e fiel. Como posso viver um único dia da minha vida sem louvá-Lo? Será que existe vida fora dos caminhos do Altíssimo Deus? Certamente que não. Ele é o Senhor da vida. E como devemos ser gratos a Ele por nos ter tirado da escuridão para Sua maravilhosa Luz, nos dando um novo coração e um novo Espírito, nos guiando pelos Seus bons caminhos (Ezequiel 36:26-28). Que os homens se voltem para o seu Criador e o louvem, pois Ele é digno. Ah, sim, que os homens se arrependam de seus pecados e se curvem diante dEle. Ainda que me lances fora de Sua presença, ainda assim entoaria os Seus louvores.

Lembro quando tão jovem o Senhor já era comigo. Ah, na verdade, Ele já era comigo desde o ventre. Por volta dos meus 6 a 7 anos de idade, mesmo sem o conhecê-Lo, Ele já me conhecia — então, vendo que minha mãe sairia tão cedo para trabalhar, sendo o sol ainda adormecido, o Senhor me guiou a orar por ela, mesmo sem entender direito o que isso significava, Ele havia colocado em meu coração a confiança nEle. Peguei um pedaço de papel e escrevi: "Senhor Jesus proteja minha mãe. Amém". Ah, isso bastou! O Senhor foi fiel às minhas poucas e ingênuas, porém sinceras, palavras de oração. Só o Senhor sabe quantos livramentos minha mãe recebeu naquela manhã, escapando das mãos daqueles assaltantes que agiam na matina. 

Ele sempre esteve lá. 

Nas pequenas decisões que eu precisei tomar, Ele sempre esteve lá. Quando estive aflito e me sentindo sozinho, Ele sempre esteve lá. Sim! Ainda que meu pai e a minha mãe me abandonem, o SENHOR cuidará de mim (Salmos 27:10). 

Oh! Senhor, tem misericórdia do Teu indigno servo,
ajuda-me, ó Deus meu, e então viverei todos os dias 
para glorificar o Teu nome. Não a nós, SENHOR, não a nós, 
mas ao teu nome dá glória, por amor da tua benignidade e da 
tua verdade. (Salmos 115:1) 



17 abril 2020, manhã.

Deus não tem o tamanho do seu vazio

Eu já vi alguém dizer: "DEUS tem o tamanho exato do vazio que existe dentro de você". Então eu respondo: Jovem, não diminua DEUS a tão pouco. Ele superabunda aonde Ele está. E jovem, DEUS não veio na terra para preencher vazios, veio para que eu e você pudéssemos fazer parte do Seu Reino e da Sua Justiça através da Sua superabundante graça e misericórdia.


Um novo ano, 2020

Em 2020 terei provações, tentações, provocações, perseguições, lágrimas, dúvidas, incertezas, tristeza, dores... Mas as minhas orações não são para que Deus me livre dessas coisas.

Só desejo muito, muito mesmo, que eu consiga ser fiel a Ele nesses momentos! Porque até neles, Deus está comigo!

Como é feliz aquele cujo auxílio é o Deus de Jacó, cuja esperança está no Senhor, no seu Deus, que fez os céus e a terra, o mar e tudo o que neles há, e que mantém a sua fidelidade para sempre! (Salmos 146:5-6)


O Cristão e o Trabalho

Escrevi esse post ouvindo Cansado, do Projeto Sola.

Após a conclusão do ensino médio, passei por uma das piores fases da minha vida. A minha rotina havia sido concluída e eu não tinha mais nada pra fazer durante os dias. Meu único pensamento era o de que eu deveria conseguir um trabalho urgente, porquê sejamos francos: ninguém respeita um homem que não trabalha. É simples assim. Tudo bem se um homem for burro, feio ou até um pouco desagradável, desde que trabalhe duro. Mas nada é pior que um cara que não trabalha.

Observe o desprezo do apóstolo Paulo pelo homem preguiçoso: "se alguém não quer trabalhar, também não coma" (2Ts 3.10). Em outras palavras, é como: "Deixe-o passar fome até ele começar a trabalhar". Isso porque o homem foi feito para trabalhar. Temos o dever de trabalhar. Os homens gostam de trabalhar, pois a vida de um homem é uma vida de trabalho. Isso é bom e agrada a Deus.

No livro de Provérbios, capítulo 6, temos várias exortações sobre uma vida de trabalho tendo como exemplo a formiga: "Vai ter com a formiga, ó preguiçoso; olha para os seus caminhos e sê sábio" (v. 6). As formigas são diligentes e prudentes: diligentes por trabalharem muito sem coerção e prudentes por pouparem parte de toda a produção.

As formigas não são um povo forte; todavia no verão preparam a sua comida; Provérbios 30:25
O trabalho é tão central na vida de um homem, que além da adoração, o cristão irá trabalhar até mesmo no céu. Aprendemos isso na parábola das dez minas de Jesus. Também vemos isso na parábola dos talentos, escrita no livro de Mateus.

Foram dois anos de grande labuta procurando um emprego e com a situação econômica atual do país, estava cada vez mais complicado conseguir alguma coisa. Comecei então a trabalhar para mim mesmo vendendo café da manhã na rua. Foi um tempo complicado, mas tirei muita experiência positiva e aprendizado neste período. A mão de Deus está sempre guiando nossos passos se confiarmos de verdade nossos caminhos a Ele.

Com a venda dos lanches na rua, juntei dinheiro e entrei para a faculdade, e com a faculdade, consegui um estágio numa instituição de ensino profissionalizante, até que fui efetivado na mesma como professor.

O trabalho certo para você
Diferentemente das pessoas mundanas que medem o valor do emprego pelo dinheiro que pagam ou pelo prestígio que oferece, os cristão devem pensar de maneira diferente. Nossas preocupações devem ser:

  • Este trabalho glorifica a Deus?
  • Beneficia meu próximo?
  • Eu me considero chamado para este trabalho, ou pelo menos consigo fazê-lo bem e encontrar prazer nele?
  • Ele provê as necessidades materiais?
  • Ele me permite viver uma vida equilibrada e piedosa?

Quero apenas observar os dois primeiros tópicos por um instante, pois considero que sejam os mais importantes nesta lista:

Glorificar a Deus
O Senhor nos fez e nos redimiu para que pudéssemos carregar a sua imagem e servir à causa de sua glória. É pra este propósito que existimos. Já que o nosso trabalho é tão central para quem somos, devemos nos perguntar se ele está em conflito com este propósito. As atividades que exerço em meu trabalho me levam a comprometer os padrões verdadeiramente bíblicos de comportamento? Como por exemplo um trabalho de vendas que envolva algum tipo de enganação ou uma posição de gerência que exija abuso de funcionários. Uma boa maneira de descobrir isso, é se perguntando: "Eu me sentiria constrangido se meu pastor visitasse meu local de trabalho?"

Servir ao próximo
O cristão também deve ganhar a vida fazendo algo que beneficie o seu próximo de alguma forma. Ao mandamento do Antigo Testamento, Jesus acrescentou: "Amarás o teu próximo como a ti mesmo" (Mt 22.39). Ora, tendo em mente este verso, não vejo como os cristãos podem exercer alguma atividade em seu trabalho que não tenha um benefício real para outras pessoas.

Certamente como cristãos, podemos encontrar algo para fazer que beneficie outras pessoas e honre a Deus, mesmo que, no final, ganhemos um pouco menos. Jesus afirma de maneira direta: "Não podeis servir a Deus e às riquezas" (Mt 6.24).

Que Deus nos dê forças para trabalhar de maneira que Ele seja glorificado e que ao mesmo tempo possamos exercer nossa profissão para provê dignamente o necessário para nossas famílias.

Disclaimer: Algumas informações foram extraídas do livro 'Homens de Verdade, o chamado de Deus para a masculinidade' de Richard D. Phillips, da Editora Fiel.

06 outubro 2019, noite.

Das trevas à Luz

Nesta segunda-feira, às 6h da manhã levantei cedo para buscar ao Senhor em oração. Clamei com um espírito contrito e quebrantado, onde não me restaram mais lágrimas acumuladas. Roguei para que o Senhor me mostrasse a Sua glória, pois Sua Palavra é clara quando afirma que, ao buscarmos a Sua face, o acharemos. Na noite anterior havia concluído minha leitura de Efésios, e Deus me encheu de alegria em Suas verdades. Estava próximo ao horário do trabalho, então me contive em orar por apenas 1 hora.

Ao levantar-me de meus joelhos, recebi um vídeo do meu querido pai terreno dando o primeiro passo em direção ao meu Pai celestial. O Senhor o salvou. Deus o tirou das trevas para a Sua maravilhosa luz, fazendo-o reconhecer a sua natureza pecaminosa, e conhecendo que sem o Cristo ele nada pode fazer (ver João 15:5).

Novamente me pus de joelhos para agradecer ao Senhor. A conversão do meu pai foi, por muitos anos o principal motivo de minhas orações. Me afligia o fato de que eu conhecia as grandes verdades reveladas nas Escrituras, entretanto nunca havia evangelizado meu próprio pai. Confiei a minha causa ao Senhor e Ele foi providente quanto a isso.

Lembro-me de ver, quando criança, o meu pai caçoar dos cristãos, xingando-os com palavras torpes pelo simples fato de vê-los indo à igreja. Mas assim como Saulo, meu pai se deparou face a face com o Cordeiro de Deus e experimentou a Sua Graça irresistível.

E quem há de resistir quando o Senhor o chama? Certamente que ninguém.

Oh! Deus, Te louvo com todo meu ser,
Que esperança há para o homem que esteja
Longe dos teus caminhos eternos?

09 setembro 2019, noite.

"Não há santidade sem luta", J.C Ryle

Escrevi esse post ouvindo Olhando Pra Sua Cruz, do João Manô.

Novamente inspirado pelas resoluções do meu estimado Jonathan Edwards, decidi que no final de cada dia irei refletir sobre minhas ações e pensamentos, afim de glorificar mais a Deus e crescer espiritualmente.

Nos últimos dias meu coração tem andado inquieto sobre o assunto salvação. Em algum momento me vi angustiado sobre a doutrina da eleição, de maneira tal, que roguei ao Senhor que se eu ainda não houvesse sido salvo, que Ele em Sua misericórdia me salvasse. Em meio a pecados, tenho clamado ao Senhor de dia e de noite rogando pela Sua presença graciosa, pois Sua Luz ofusca toda a escuridão ao redor, dando-me força à combater o mau que me assola.

Percebi que havia um pouco vaidade nisso.Eliminei-a rapidamente. Após ter minha mente vários dias pairando sobre este assunto, concluí que viverei uma vida voltada para exaltar o meu Criador ainda que Ele me lance no mais profundo abismo. Ah! Que o Cristo seja glorificado em cada fôlego de cada criatura, ainda que não recebam nada em troca. Ele é digno de receber toda honra e todo louvor de Sua criação.

Mas em ti confiei, ó SENHOR, e proclamei: “Tu és o meu Deus!” Os meus dias estão em tuas mãos; (Salmos 31-14,15).
Tenho lutado em oração sobre a santidade. J.C Ryle escreve: “Não há santidade sem luta” – e de fato é verdade. “Não há santidade sem luta” – e se há luta, precisa haver força, e a minha força é o Senhor (Salmos 28:7). Lembro-me das palavras do nosso querido Tiago, dizendo: “Sujeitai-vos, pois, a Deus, resisti ao diabo, e ele fugirá de vós.” (Tiago 4:7).

Hoje observei um alto nível de ansiedade e estresse, que vem se transformando em ira e impaciência em meu próprio lar. Manterei o amor de Cristo acima dessas coisas e agirei como Cristo agiria. Colocarei minhas dores e problemas diante do Trono da Graça a noite, durante minhas orações noturnas.

Hoje dei continuidade aos meus estudos no livro de Efésios, e o Senhor abriu meus olhos quanto a santidade enquanto lia o final do capítulo 4 e todo capítulo 5.

Criei uma pequena lista de coisas que acredito ser o dever de todo cristão em sua rotina:

  • Manter diariamente os estudos das Escrituras. (Josué 1:8),
  • Orar todos os dias. (1 Tessalonicenses 5:17),
  • Fazer tudo para a glória de Deus. (1 Coríntios 10:31),
  • Ensinar à outros tudo o que foi lido e aprendido.

Medita estas coisas; ocupa-te nelas, para que o teu aproveitamento seja manifesto a todos. (1 Timóteo 4:15)

05 setembro 2019, noite.

Ele alimentou dez mil órfãos com oração

Originalmente extraído de VoltemosAoEvangelho.com

George Müller construiu cinco grandes orfanatos e cuidou de 10.024 órfãos durante sua vida. Quando ele começou em 1834, havia acomodações para 3.600 órfãos em toda a Inglaterra, e o dobro de crianças com menos de oito anos estavam na prisão. Um dos grandes efeitos do ministério de Müller foi inspirar os outros para que, de acordo com o biógrafo A.T. Pierson, “cinquenta anos depois que Müller começou seu trabalho, pelo menos cem mil órfãos eram atendidos somente na Inglaterra” (George Müller de Bristol, 274).

Ele orou por milhões de dólares (na moeda atual) para os órfãos e nunca pediu dinheiro diretamente a ninguém. Ele nunca recebeu um salário nos últimos sessenta e oito anos de seu ministério, mas confiou em Deus para colocar no coração das pessoas que lhe enviassem o que ele precisava. Ele nunca pegou um empréstimo ou se endividou. E nem ele nem os órfãos passaram fome.

Ativo até o fim
Ele fez tudo isso enquanto pregava três vezes por semana de 1830 a 1898, pelo menos dez mil vezes. E quando completou setenta anos, ele realizou o sonho de um longo trabalho missionário pelos dezessete anos seguintes, até os 87 anos. Ele viajou para 42 países, pregando em média uma vez por dia e dirigindo-se a cerca de três milhões de pessoas.

Desde o final de suas viagens em 1892 (quando ele tinha 87 anos) até sua morte em março de 1898, ele pregou em sua igreja e trabalhou para a Scripture Knowledge Institution. Ele conduziu uma reunião de oração em sua igreja na noite de quarta-feira, 9 de março de 1898. No dia seguinte, uma xícara de chá foi levada até ele às sete da manhã, mas nenhuma resposta veio à batida na porta. Ele foi encontrado morto no chão ao lado de sua cama.

O funeral foi realizado na segunda-feira seguinte em Bristol, onde serviu por 66 anos. “Dezenas de milhares de pessoas reverentemente se posicionaram ao longo da rota da simples procissão; homens deixavam suas oficinas e escritórios, mulheres deixavam suas casas elegantes ou humildes cozinhas, todas procurando prestar um último sinal de respeito”. Mil crianças se reuniram para um culto na Orphan House No. 3. Eles haviam agora “pela segunda vez perdido um ‘pai’”. (George Müller de Bristol, 285-86).

Mary e Susannah
Müller havia se casado duas vezes: com Mary Groves quando ele tinha vinte e cinco anos e com Susannah Sangar quando ele tinha 66 anos. Mary lhe deu quatro filhos. Dois eram natimortos. Um filho, Elias, morreu quando tinha um ano de idade. A filha de Müller, Lydia, casou-se com James Wright, que o sucedeu como chefe da instituição. Mas Lydia morreu em 1890 aos 57 anos. Cinco anos depois, Müller perdeu sua segunda esposa, apenas três anos antes de morrer. E assim ele sobreviveu à sua família e foi deixado sozinho com seu Salvador, sua igreja e dois mil filhos.

Quando Müller recebeu o diagnóstico da febre reumática Mary, disse “meu coração está prestes a ser quebrado por causa da profundidade do meu afeto” (A Narrative of Some of the Lord’s Dealings with George Müller, 2:398). Aquele que viu Deus responder dez mil orações pelo apoio aos órfãos não recebeu o que pediu desta vez. Ou recebeu?

“Eu estava satisfeito”
Vinte minutos depois das quatro horas, no Dia do Senhor, 6 de fevereiro de 1870, Mary faleceu. “Caí de joelhos e agradeci a Deus por sua libertação e por tê-la levado para si e pedi ao Senhor que nos ajudasse e nos apoiasse” (A Narrative, 2: 400). Ele lembrou mais tarde como ele se fortaleceu durante essas horas com o Salmo 84. 11: “Porque o SENHOR Deus é sol e escudo; o SENHOR dá graça e glória; nenhum bem sonega aos que andam retamente”. E aqui nós podemos ver a chave para sua vida:

“Eu sou em mim mesmo um pobre pecador sem valor, mas fui salvo pelo sangue de Cristo; e eu não vivo no pecado; Eu ando em retidão diante de Deus. Portanto, se for realmente bom para mim, minha querida esposa será ressuscitada, ainda que esteja doente como está. Deus a restaurará novamente. Mas se ela não for restaurada, então não seria uma coisa boa para mim. E então meu coração está em repouso. Eu estou satisfeito com Deus. E tudo isso brota, como eu já disse antes, de aceitar a palavra de Deus, acreditando no que ele diz”. (A Narrative, 2: 745)

Aqui está o conjunto de convicções e experiências inabaláveis ​​que são a chave para a vida notável de Müller.
  • “Eu sou em mim mesmo um pobre pecador sem valor”.
  • “Eu fui salvo pelo sangue de Cristo.”
  • “Eu não vivo em pecado.”
  • “Deus é soberano sobre a vida e a morte. Se for bom para ela e para mim, ela será restaurada novamente. Se não for, ela não será”.
  • “Meu coração está em repouso”.
  • “Estou satisfeito com Deus”.
Tudo isso vem de tomar Deus em sua palavra. Ali você vê o ser mais íntimo de George Müller e a chave de sua vida – a palavra de Deus, revelando seu pecado, revelando seu Salvador, revelando a soberania de Deus, revelando a bondade de Deus, revelando a promessa de Deus, despertando sua fé, satisfazendo sua alma. “Eu estou satisfeito com Deus”.

Fé: Dom ou Graça?
Então, suas orações por Mary foram respondidas? Para entender como o próprio Müller responderia a essa pergunta, temos que ver a maneira como ele distinguiu o dom extraordinário da fé e a graça comum da fé. Ele insistia constantemente, quando as pessoas o colocavam em um pedestal, que ele não tinha o dom da fé só porque orava por suas próprias necessidades e pelas necessidades dos órfãos, e o dinheiro chegava de maneira notável.

A razão pela qual ele é tão inflexível sobre isso é que toda a sua vida – especialmente no modo como ele sustentou os órfãos pela fé e oração sem pedir dinheiro a ninguém além de Deus – foi conscientemente planejado para encorajar os cristãos em relação a que que Deus é realmente confiável para atender suas necessidades. Nunca entenderemos a paixão de Müller pelo ministério dos órfão se não vermos que o bem dos órfãos ficava em segundo lugar.

“As três principais razões para o estabelecimento de uma Casa dos Órfãos são: 1) Que Deus seja glorificado, caso ele tenha prazer em me fornecer os meios, em vista de que não é algo vão confiar nele; e assim a fé de seus filhos pode ser fortalecida. 2) O bem-estar espiritual de filhos sem pai e sem mãe. 3) Seu bem-estar temporal”. (A Narrative, 1: 103)

Essa foi a principal paixão e objetivo unificador do ministério de Müller: viver uma vida e liderar um ministério de forma a provar que Deus é real, que Deus é digno de confiança e que Deus responde à oração. Ele construiu orfanatos da maneira que ele fez para ajudar os cristãos a confiar em Deus. Ele repete isso de novo e de novo.

Tomando Deus em Sua Palavra
Agora vemos por que ele era tão inflexível em relação a que sua fé não era o dom da fé mencionado em 1Coríntios 12. 9, que somente algumas pessoas têm, mas era a graça da fé que todos os cristãos deveriam ter. Se os cristãos simplesmente disserem: “Müller está em uma classe exclusiva; ele tem o dom da fé”, então estamos todos fora dessa conexão e ele não pode mais ser um estímulo, prova e inspiração em relação a como devemos viver. Aqui está o que ele diz:

“A diferença entre o dom e a graça da fé parece-me isto. De acordo com o dom da fé, eu posso fazer alguma coisa, ou crer que uma coisa acontecerá, o não fazer, ou o não acreditar nessa coisa não seria pecado; já de acordo com a graça da fé, eu posso fazer alguma coisa, ou crer que uma coisa acontecerá, considerando que eu tenho a palavra de Deus como a base sobre a qual devo descansar, e, portanto, o não fazê-la, ou o não acreditar seria pecado.

Por exemplo, o dom da fé seria necessário, para acreditar que uma pessoa doente deveria ser restaurada novamente, embora não haja probabilidade humana: pois não há promessa para esse efeito; a graça da fé é necessária para acreditar que o Senhor me dará as necessidades da vida, se eu buscar primeiro o reino de Deus e Sua justiça: pois há uma promessa nesse sentido (Mateus 6.33). (A Narrativa, 1:65)

Müller não achou que tivesse algum fundamento bíblico para ter certeza de que Deus pouparia sua esposa Mary. Ele admite que algumas vezes em sua vida ele tivesse recebido “algo como o dom (não a graça) da fé para que incondicionalmente pudesse pedir e procurar uma resposta”, mas ele não tinha esse raro dom no caso de Mary (Uma Narrativa). 1:65). E então ele orou por sua cura condicionalmente – a saber, se isso fosse bom para eles e para a glória de Deus.

Mas mais profundamente ele orou para que eles estivessem satisfeitos em Deus, seja o que quer que Deus fizesse. E Deus respondeu a essa oração, ajudando Müller a crer no Salmo 84.11: “nenhum bem sonega”. Deus não reteve nada de bom para ele e ele ficou satisfeito com a vontade soberana de Deus. Tudo isso, diz ele, “brota. . . de aceitar a palavra de Deus, acreditando no que ele diz”. (A Narrative, 2: 745).

Oh, como ele ama
O objetivo da vida de George Müller era glorificar a Deus ajudando as pessoas a aceitarem a palavra de Deus. Para esse fim, ele saturou sua alma com a palavra de Deus. A certa altura, ele disse que havia lido a Bíblia de cinco a dez vezes mais do que qualquer outro livro. Seu objetivo era ver Deus em Jesus Cristo crucificado e ressuscitado dos mortos para que ele pudesse manter a felicidade de sua alma em Deus. Por esta profunda satisfação em Deus, Müller foi libertado dos medos e luxúrias do mundo.

E nessa liberdade de amor, ele escolheu uma estratégia de ministério e estilo de vida que colocava em evidência a realidade, a confiabilidade e a beleza de Deus. Para usar suas próprias palavras, sua vida se tornou uma “prova visível da fidelidade imutável do Senhor” (A Narrative, 1: 105).

Müller foi sustentado nessa vida extraordinária por suas profundas convicções de que Deus é soberano sobre o coração humano e pode levá-lo aonde desejar em resposta à oração; que Deus é soberano sobre a vida e a morte; e que Deus é bom em sua soberania e não retém as coisa boas para com aqueles que andam em retidão. Ele se fortaleceu continuamente na etapa final da doença de sua esposa com as palavras de um hino:

“O melhor das bênçãos ele nos dará
Nada além do bem nos vai acontecer,
Seguros para a glória ele nos guiará
Oh, como ele ama”! (A Narrative, 2:399)

Você não vai tentar desta maneira?
Deixarei Müller ter a palavra final de exortação, pedindo que nos unamos a ele no caminho da fé alegre e radical:

“Meu querido leitor cristão, você não tentará dessa maneira? Você não vai conhecer por si mesmo. . . a preciosidade e a felicidade dessa forma de lançar todos os seus cuidados, encargos e necessidades sobre Deus? Este caminho está tão aberto para você quanto para mim. . . Cada um é convidado e ordenado a confiar no Senhor, a confiar nele com todo o seu coração, lançar seu fardo sobre ele e invocá-Lo no dia da angústia. Você não vai fazer isso, meu querido irmão em Cristo? Eu espero que você faça. Desejo que você prove a doçura desse estado da alma, no qual, embora cercado por dificuldades e necessidades, ainda possa estar em paz, porque sabe que o Deus vivo, seu Pai Celestial, cuida de você”. (A Narrativa, 1: 521).

Profissão: Missionário

por Evandro Sudre

Trabalho puxado por aqui. Até 13 horas por dia pra planejar, redigir e botar projetos pra rodar. E pra quem pensa que a missão não é uma profissão, eis uma listinha elementar dos nossos afazeres:

TEMPO DEVOCIONAL. Porque no ritmo e da maneira como levamos a vida precisamos de tempo de qualidade com Deus, e bons missionários não abrem mão disso.

ESCREVER AULAS, WORKSHOPS E SERMÕES (porque baixar pronto da internet não faz a gente crescer intelectualmente).

CRIAR PROJETOS que sejam relevantes pra cidade e então formatar esse projeto pra apresentar às equipes de missionários e pra levantar recursos. (E pra mim é bom que além de bom o projeto seja bonito e excelente.)

GERENCIAR OS PROJETOS, com cronograma, lista de tarefas e coordenação de voluntários e também das equipes.

REDIGIR, REDIGIR e REDIGIR, porque enquanto a ideia fica presa na cabeça de um só, dificilmente ela ganha vida própria à ponto de caminhar sozinha.

REUNIÕES, REUNIÕES, REUNIÕES, porque é importante trabalhar em conjunto com outros ministérios e frentes missionários.

DESENHAR E DAR CARA PARA AS PLATAFORMAS de missões. O que significa ficar horas na frente do computador lidando com os vídeos, gravando trilhas, montando cartazes dos eventos além de ajudar outros ministérios missionários que sejam carentes de organização e identidade visual.

ORGANIZAR no mínimo 3 ações práticas por semana, e há bases onde essas ações sejam até 7 por semana (o que demanda que ao menos um missionário trabalhe em tempo integral pra organizar.)

CAPTAR RECURSOS, que muito estranhamente é o pesadelo de 9 entre 10 missionários. Digo estranhamente, porque a Bíblia diz que nossa vocação é nobre, que devemos receber de recursos para continuar servindo com dignidade.

ATENDER PESSOAS, pois os futuros missionários têm buscado o conselho de servidores mais experientes, e é cada vez mais comum dizerem que em suas igrejas eles nunca receberam nenhum tipo de informação sobre quais são os passos para quem quer viver integralmente pra obra de Deus.

CONSCIENTIZAR AS CONGREGAÇÕES que a missão não responde com números ideais. Na verdade, todo missionário é preocupado com resultados, mas não desanima com a falta deles. Na verdade, hoje em dia o número de pessoas que têm uma história trágica sobre suas passagens em igrejas é imensa, e isso dificulta - e muito - o trabalho missionário.

CONSCIENTIZAR A TODOS que o trabalho de base - mesmo o trabalho de escrever essa página - é vital pra missão se manter viva. Sei que muita gente espera que a gente simplesmente saia enfrentando risco de doenças e atentados pelo mundo, porque só na rua, a missão tem cara de missão.

O mundo precisa entender que somos pessoas com uma profissão digna, que levantamos cedo e que dias de folga são dias pouco comuns pra gente. Que a maioria de nós não fez voto de pobreza e que tudo que conquistamos é automaticamente patrimônio da missão... Muita gente provoca missionários que têm casa, carro, bens e equipamentos, como se tivessem tempo ou desejassem usar tudo isso a nosso bel-prazer... E se alguém o fizer, que seja advertido! Por isso é tão importante prestar contas.

NESTE MOMENTO, centenas de missionários estão trancados em seus quartinhos, mesas, quintais e escritórios conspirando em favor da missão, e olhando assim de relance, pode até parecer que estão fazendo pouco, mas estão fazendo muito, e o fruto disso tudo se resume em JUSTIÇA, TRANSFORMAÇÃO, REDENÇÃO e SALVAÇÃO (em vida).

Tire um tempo pra orar por missionários, e pense seriamente sobre enviar ajuda financeira também, muita gente pensa que não, mas 5 ou 10 reais por mês faz bastante diferença quando mais crentes assumem a sua parte no processo!

Jesus disse que volta logo... Não temos tempo a perder!

A corrupção no meio missionário é um assunto sério também. Por isso eu acho tão importante a prestação de contas. Nós missionários precisamos sim "mostrar" o que estamos fazendo, e quem oferta, tem SIM o direito de acompanhar.

Ao mesmo tempo, os missionários precisam entender que ser integral significa trabalhar como qualquer outro trabalhador formal. Cumprir horários, seguir as regras e saber explicar como seus projetos funcionam.

Talvez o termo correto não seja PROFISSIONALIZAR, mas sem dúvida é necessário ter compromisso, excelência e principalmente "ordem" em tudo que fazemos nas missões.

“Trabalhem com entusiasmo e não sejam preguiçosos. Sirvam o Senhor com o coração cheio de fervor. Que a esperança que vocês têm os mantenha alegres; aguentem com paciência os sofrimentos e orem sempre.”‭‭ - Romanos‬ ‭12:11-12‬ ‭

Ainda esqueci de citar o tempo que investimos na rua, e pra muito de nós, o tempo fazendo freelances pra complementar o sustento.

PROFISSÃO: Missionário

MOSTRAR realidades

PROMOVER justiça social

ALCANÇAR grupos de pessoas

FORMAR novos missionários

PLANTAR igrejas saudáveis

É um trabalho e tanto, e você pode nos ajudar a seguir nisso!