Para todo fim há um recomeço; sempre há

Um breve desabafo, ao som de Algúria (Ou Disúria?)

Tenho um péssimo defeito de me explicar demais. Na busca em ser melhor compreendido, acabo perdido entre justificativas desnecessárias. É como se eu sempre estivesse em dívida com as pessoas, dando explicações pra coisas que não precisam - o que, na maioria das vezes, acaba prejudicando mais que o contrário. As pessoas só se explicam quando estão erradas, não é verdade? Não pra mim.

Dito isso, aí vai mais uma explicação. Desnecessária? Talvez. Mas, de alguma forma, preciso expôr este pensamento aqui.

Quando as reticências viram ponto final, é preciso saber deixar ir, é preciso desapegar-se!

Todo fim dilacera, todo fim dói, todo fim faz sangrar! Mas o tempo se dispersa, com rapidez, restando apenas as cicatrizes. 

Outros dias chegam!

E, com outros dias, chegam novos amores, novas histórias, novos dissabores!

O ciclo se repete!

E, ainda com pedaços que ficaram pelo caminho, vamos nos permitindo segundas oportunidades e outros recomeços, sem acompanharmos o descompasso da razão. Paulo Coelho escreve:

É preciso saber sempre quando se acaba uma etapa da vida. Se insistimos em permanecer nela mais do que necessário, perdemos a alegria e o sentido do resto. Fechando ciclos, fechando portas, encerrando capítulos; como quiser chamá-lo.
Desapegar daquilo que implica em egoísmo, interesses e ausências injustificadas nos ajudará a começar uma nova etapa em nossa vida, a semear e colher sustento para nossa autoestima e crescimento emocional.

Sendo assim, decidi recomeçar. Decidi deixar ir. Decidi me refazer, me reconstruir. Claro que não vai ser fácil, mas ninguém disse que seria. Estou certo de que nesse mar de tropeços, uma hora acertamos! Em algum momento de nossas vidas olharemos pra trás, e teremos uma sensação de que tudo colaborou para o bem no fim das contas. Ou pelo menos, esta é a minha esperança.

Escrito em 19 de agosto 2018, noite.