Se você não existisse, que falta faria?

Enquanto o sono não vem, ao som de My Lighthouse

O Mário Sérgio Cortella é um filósofo, escritor e professor universitário bastante conhecido, mas devo ser sincero ao fato de que não o conheço muito, embora eu esteja com desejo de ler alguns de seus livros agora. Quem me conhece sabe o quanto aprecio a psicologia e tenho uma paixão por leituras voltada a este assunto, mas isso é tema pra uma outra publicação.

Citei o Cortella aqui, porque ontem me deparei com um vídeo dele circulando na timeline, onde ele está ministrando uma palestra, e logo no começo do vídeo ele indaga, "Se você não existisse, que falta faria?", e obviamente isso me deixou um tanto quanto pensativo. 

Cuidado! Morrer é ser esquecido, e isso é bem verdade. Enquanto alguém lembrar de você, enquanto alguém derramar uma lágrima, der risada por algo que você fez ou falou, pegar uma roupa sua e cheirar e consequentemente ter uma boa lembrança ou saudade sua, você continua vivo. Morrer é ser esquecido. Dê uma volta no cemitério, geralmente há alguns em toda cidade, você notará que há túmulos abandonados, flores murchas; bom... isso acontece quando de fato você morre. Enquanto alguém recordar de você, repito, você continuará vivo. 

Há pessoas que morrem em vida, pois são banais, fúteis, inúteis e não fazem a menor falta. Por outro lado, existem pessoas que fazem uma falta imensa. Então, concluo que, para fazer falta na vida, você precisa ser importante. Mas veja, eu disse importante e isso é consideravelmente diferente de ser famoso. Claro! Tem muita gente que é muito importante e não tem a menor fama, e tem muita gente que é absolutamente famosa e não tem a menor importância. 

Mas como é isso?

Enquanto você lê este escrito, existe alguém na Câmara Municipal do estado ajudando a preparar projetos. Existem médicos e cirurgiões fazendo trabalhos excepcionais e salvando vidas. Existe aquele voluntário que está animando uma sala inteira em algum hospital do câncer pelo mundo. Essas pessoas não são famosas, mas são extraordinariamente importantes. A fama passa, a importância fica, e só uma há forma de você não ser esquecido: ser importante; e a importância você constrói onde você está, seja na família, na faculdade, numa sala de aula ensinando, no governo ou numa reunião. 

Afinal de contas, uma pessoa importante é aquela que 'fica' nos outros. É quando alguém - e preste atenção neste termo - te IMPORTA, ou seja, te importa pra dentro de si. 

Que possamos fazer a diferença na vida de alguém e na sociedade em geral. Não se deixe morrer.

Escrito em 02 de novembro 2018, noite.

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